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As pessoas misturam as mágoas de campanha, afirma Nininho sobre CPI

Tarso Nunes
RDNEWS 14 de novembro de 2014, 15h11

NININHOO deputado estadual reeleito, Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), acredita que a CPI da Cooamat, que tem como principal alvo o ruralista Eraí Maggi (PP), não terá tempo hábil para ser finalizada. Isso porque faltam menos de 43 dias para o término dos trabalhos na Assembleia. Diante disso, o republicano que é próximo da família Maggi, questiona o porquê das investigações começarem apenas agora, visto que os deputados tiveram quatro anos para instalá-la.

A CPI foi instaurada com as oito assinaturas necessárias para a criação, com o objetivo de investigar supostas fraudes fiscais cometidas pela Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso, que chegariam a R$ 500 milhões e que tem como principal sócio Eraí. “As pessoas misturam as mágoas de campanha”, dispara Nininho em entrevista ao Rdnews, nesta quinta (13).

O deputado refere-se à “mágoa” do colega José Riva (PSD), que propôs a CPI, em razão de Eraí ter doado milhões para a campanha do governador eleito, Pedro Taques (PDT), tendo em vista que Janete Riva, esposa do social-democrata, foi derrotada nas urnas amargando o terceiro lugar. Além disso, Nininho contesta o fato de só a CPI da Cooamat ter sido aprovada, sendo que foram propostas outras duas, a da Trimec e da Nhambiquaras, no entanto, sem sucesso. “Isso desmoraliza os deputados quando articulam três CPIs, mas apenas uma é instaurada”, lamenta.

A composição da CPI da Cooamat foi definida nesta quarta (12), em reunião de mais de duas horas entre os parlamentares. O petista Alexandre Cesar será o presidente, o relator será Emanuel Pinheiro (PR), Jota Barreto (PR) é o vice-presidente e Dilmar Dal Bosco (DEM) é o relator adjunto. Na ocasião, Riva aproveitou o momento e entregou dezenas de documentos para análise.

Conforme o social-democrata, os materiais colhidos são fruto de um trabalho preliminar e irá contribuir nas investigações. Neste sentido, o deputado afirma ainda que os documentos denunciam fatos graves. Além disso, constam mais de 200 procedimentos e infrações na secretaria estadual de Fazenda (Sefaz). Riva, inclusive, protocolou a denúncia na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz).




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