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Em entrevista ao Araguaia Verdade, ex-prefeito Maia Neto contesta nota da prefeitura

Da Redação
8 de agosto de 2017, 16h08

O ex-prefeito, Maia Neto (PSDB), criticou a atual administração da prefeitura de Alto Araguaia (415 km de Cuiabá) em entrevista no Programa Araguaia Verdade, pela Rádio Cidade 92,9, nesta terça-feira (08/08). Longe da vida pública desde que deixou o mandato em 31 de dezembro de 2016, o tucano voltou a cena depois que a assessoria do prefeito Gustavo Melo (PSD) o acusou de deixar dívidas que somam R$ 19.919,00 com a aquisição de produtos para a laboratório do Hospital Municipal. Os débitos, segundo a nota, fizeram com que a prefeitura tivesse no nome protestado em cartório por falta de pagamento de fornecedores no exercício de 2013.

Ex-prefeito durante entrevista no Programa Araguaia Verdade, pela Rádio Cidade

Maia Neto assegurou que os recursos para o pagamento foram deixados em conta, conforme relatório da transição instituída através de publicação do Decreto nº 077 datado de 17 de outubro de 2016 com 12 representantes, seis deles da atual administração. O relatório, assinado por todos os membros, aponta R$ 9.113.580,46 em conta. O valor total de dívidas deixadas pela gestão anterior é de R$ 4.600.238,63. Segundo consta no relatório, R$ 1.102.525,44 são de restos a pagar de 2010 a 2016 processados e aguardando pagamento, além de outros R$ 3.497.713,19 de restos a pagar de 2010 a 2016 referentes a empenhos que aguardam liquidação.

Segundo o ex-prefeito, os pagamentos só não foram efetuados anteriormente porque a emprega não cumpriu com a entrega total dos produtos, conforme previsto em licitação.

“Aquilo que é devido deve ser pago. Agora aquilo que não é devido não deve ser pago. Com a coisa pública tem e deve ser assim. Se definir que é devido pague. O dinheiro está em caixa. Se o Gustavo [Melo, prefeito] achar que a dívida tem que ser paga, a responsabilidade é dele. Vá lá e paga. Não paguei no meu mandado porque entendíamos que não estava apto a pagar, ou seja, não havia sido entregue os medicamentos. Faltou itens. Por isso não foi pago. Outra coisa que me estranha é que agora em 2017 é que foi protestado. Por que não protestou antes? Em 2013 nós cobramos os medicamentos. Tem notificação. A eleição passou, torço pela administração atual, mas o importante é trabalhar”, disse o ex-prefeito em posse de vários documentos.

Ouça a entrevista completa:

 




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