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Prefeitura atrasa pagamento do Feijão no Fogo e coloca beneficiários em dificuldade

Da Redação
6 de outubro de 2017, 16h10

Os beneficiários do Programa Municipal Feijão no Fogo terão de encarar uma triste e dura realidade no município de Alto Araguaia (415 km de Cuiabá). Por meio de comunicado oficial a Prefeitura da cidade, por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads), anunciou que o pagamento referente ao vencimento de setembro sofrerá atraso. Os motivos, porém, não foram mencionados pela atual administração.

Criado em 2003, o programa social destina mensalmente R$ 91,00 para as famílias que residem em Alto Araguaia, com renda de até um salário mínimo, conforme termos da Lei nº 2.297, de 11 de março de 2008. Atualmente cerca de 1.114 famílias são beneficiadas pelo Feijão no Fogo.

Atualmente cerca de 1.114 famílias são beneficiadas pelo Feijão no Fogo

O pagamento do benefício sempre foi feito entre o dia 01 e 05 do mês subsequente ao vencimento. Sobre o atraso, a prefeitura emitiu, por meio da assessoria de imprensa, uma nota sobre o atraso no pagamento e que a previsão de saque é para a próxima semana, sem também estipular uma data. “Um novo comunicado será emitido quanto a disponibilidade do benefício”, cita um trecho da nota.

A justificativa ou o que motivou o atraso não foram esclarecidos pelo prefeitura embora as solicitações da reportagem. A situação piorou ainda mais a situação de beneficiários, que possuem no Feijão do Fogo a única fonte de renda, recursos esses utilizados para compra de alimentos, pagamento de água e energia.

A difícil situação enfrentada pelo beneficiário João Batista de Souza, 60, ganhou as redes sociais. Um morador de Alto Araguaia fez um vídeo de apelo para que as pessoas ajudem o morador da Rua Joaquim Estevão de Melo. O desempregado só tem o Feijão no Fogo como renda e passa por dificuldades. A situação, segundo ele, se agravou depois que a Prefeitura anunciou atraso no pagamento do programa.

“O Feijão no Fogo agora atrasou. Vivo dele [Programa Feijão no Fogo]. Não posso trabalhar. Estou doente. Quem pudesse me ajudar com qualquer quantia de alimento é bem vinda. Não tenho nada para comer”, disse o beneficiário. Com o atraso no pagamento, o giro financeiro no comércio local também sofreu queda. Os beneficiários usam os recursos para pagamento de despesas da casa como água e energia, além da compra de gás e de alimentos. O impacto financeiro na economia somente com o Feijão no Fogo é de mais de R$ 101,3 mil ao mês.

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